domingo, 15 de dezembro de 2013

ÁRVORES - As aparências e o vazio


Uma árvore em flor fica despida no outono.
A beleza transforma-se em feiura, a juventude em velhice e o erro em virtude.
Nada fica sempre igual e nada existe realmente.
Portanto, as aparências e o vazio existem simultaneamente

sábado, 14 de dezembro de 2013

NO CORAÇÃO DO TREVO


Maria Alberta Menéres publicou em 1992 um conjunto de poemas num livro a que chamou
 “No coração do trevo”.
A obra, escrita para crianças, foi premiada e tem poemas simples
sobre vivências naturais e prazeres da vida.
As belas ilustrações de Maria João Lopes dão ainda mais poesia ao livro,
que não é dedicado às plantas mas sabe ‘falar’ delas.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O BEIJO SUAVE DA CHUVA


Um Dia de Chuva  

Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é.


Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

CANÇÃO DE OUTONO



CANÇÃO DE OUTONO

Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.

De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o própro coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando áqueles
que não se levantarão...

Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...

 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

FLORES de OUTONO 2


Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

Pablo Neruda

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A PORTA FECHADA



Carlos Drummond de Andrade  
Carlos Drummond de Andrade 
Brasil 1902 // 1987 
Escritor/Poeta/Prosador
 
Viver 
Mas era apenas isso,
era isso, mais nada?
Era só a batida
numa porta fechada?

E ninguém respondendo,
nenhum gesto de abrir:
era, sem fechadura,
uma chave perdida?

Isso, ou menos que isso
uma noção de porta,
o projecto de abri-la
sem haver outro lado?

O projecto de escuta
à procura de som?
O responder que oferta
o dom de uma recusa?

Como viver o mundo
em termos de esperança?
E que palavra é essa
que a vida não alcança?

Carlos Drummond de Andrade, in 'As Impurezas do Branco'
 

domingo, 8 de dezembro de 2013

FUTURO HOTEL LOW COST - Coimbra

 

Hotel low cost junto ao Centro de Congressos

Foto Carlos Jorge Monteiro
Foto Carlos Jorge Monteiro

O executivo municipal de Coimbra deve hoje aprovar o licenciamento de obras para reabilitação de um prédio junto ao Portugal dos Pequenitos para a instalação de uma unidade hoteleira de duas estrelas e estabelecimento de restauração.
A unidade hoteleira, em frente ao futuro Centro de Congressos do Convento de S. Francisco, será dotada de 26 unidades de alojamento (25 quartos duplos e um quarto individual) e 51 camas.
Este projeto prevê a recuperação das fachadas exteriores e a demolição do anexo do edifício, o qual foi construído em fase posterior.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

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