domingo, 23 de dezembro de 2012
Até ao Fim do Mundo
ATÉ ao FIM DO MUNDO - Natália Correia
Era pedra e sobre essa pedra
Ergueu-se o templo do amor atroz.
Ele de fogo, ela a cordeira
Toda cordura chamando o algoz.
Sangram as tubas: Inês é morta!
Em meigo mito transmuta-a o pranto
Do ermo amante que erra sozinho
No seu deserto de diamante.
Nem ar sangrento buscam seus olhos
Do corpo amado desfeitas pérolas;
E como fera coro os ossos
Da formosura que ao alto o espera
E em desatino da paixão lusa,
Perdida a alma que em Inês tinha,
O fim do mundo ficou esperando
Aos pés da morta, sua rainha.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Os céus deste Dezembro
Todos os dias que nascem
como um milagre
devolvem caminhos
e a luz que ilumina
todos os dias que nascem
quero não esquecer
essa luz
que os meus olhos vêem
todos os dias que nascem
trazem nuvens
que pintam as manhãs
com as cores da coragem
sábado, 17 de novembro de 2012
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
UM GRITO PARADO NO AR - A não perder na OMT pelo TEATRÃO
Pela urgente necessidade de repensar estes tempos difíceis que vivemos, não pense duas vezes e vá até à Oficina Municipal de Teatro para assistir a mais um trabalho da companhia O TEATRÃO.
Um grito parado no ar
UM GRITO PARADO NO AR (Teatro)
Sala Grande | 18 de outubro a 5 de janeiro | quinta a sábado | 21h30
Uma viagem alucinante pela realidade urbana
Em "Um grito parado no ar", O Teatrão convida-nos para embarcarmos nessa viagem, onde se cruzam feirantes, alunos do ensino recorrente, cauteleiros, mulheres a dias, um vizinho tarado, jovens que vêm do interior, um chui cansado, prostitutas, um casal no final da relação, professores universitários, uma mãe com a sopa sempre ao lume, o dono de uma tasca, adeptos fanáticos… São habitantes de uma cidade contemporânea que nos abrem as portas para penetrarmos sem medo na essência dos nossos dramas e conseguirmos rir do patético das nossas vidas.
Teatro dentro do teatro - um grupo de atores luta com sérias dificuldades para conseguir estrear o seu espetáculo, que pretende ser um conjunto de fragmentos da realidade urbana onde o vídeo é usado para captar o real e motivar a criação das personagens. A relação entre a vida dos atores, os testemunhos reais e as personagens que estão a criar mostra uma fronteira muito ténue entre o palco e a vida, onde todos se tentam adaptar a uma nova realidade, onde todos sentem que as portas se vão fechando e se torna cada vez mais difícil manter a esperança.
"Um grito parado no ar" (1973) foi um dos textos que mais comoveu o Brasil nos tempos de resistência e que agora, adaptado à nossa realidade, onde o samba de Toquinho se transforma em fado, nos mostra as voltas que as pessoas dão à vida para poderem ter ou manter o seu trabalho e concretizar os seus sonhos. Sonhos em tempos difíceis, mas sonhos dos quais as personagens não podem abrir mão, embora corram o risco de serem engolidos pela realidade vertiginosa do quotidiano.
Fotografia de ensaio de Carlos Gomes
Ficha Artística e Técnica
Texto: Gianfrancesco Guarnieri Direção: Antonio MercadoElenco: Inês Mourão, Isabel Craveiro, João Castro Gomes, Nuno Carvalho, Margarida Sousa e Pedro Lamas Cenografia e Figurinos:O Teatrão Vídeo: Alexandre Mestre Adaptação e Direção Musical: Luís Figueiredo Apoio Vocal: Cristina Faria Banda Sonora: Rui Capitão Músicos: Armindo Fernandes (guitarra portuguesa) e Ni Ferreirinha (viola) Entrevistas: Alexandre Mestre, Cláudia Pato e Rui Capitão Grafismo: Sofia FrazãoFotografia: Carlos Gomes Direção de Produção: Cátia OliveiraProdução Executiva: Inês Mourão, Margarida Sousa, Nuno Carvalho Direção Técnica: João Castro Gomes Equipa Técnica:Alexandre Mestre, Jonathan Azevedo e Rui Capitão Estagiária Assistente: Ana Bárbara Queirós Produção: O TEATRÃO 2012
Espetáculo para maiores de 16 anos
Duração: 90 m.
Espetáculo para maiores de 16 anos
Duração: 90 m.
DEFINITIVAMENTE A NÃO PERDER
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
E o Douro aqui tão perto!
Escolher o melhor do nosso país para descansar, para conhecer, para recarregar as "baterias" gastas num ano de trabalho.
Foi no final de Agosto, em Tabuaço. Uma região que todos deveríamos visitar, onde as gentes, a gastronomia, o vinho, a paisagem, a cultura e a nobreza do património do concelho são do melhor que o nosso Portugal tem para oferecer. Escolham a Casa do Brasão para pernoitar, e não percam a visita à adega e o passeio pelas vinhas por onde a paisagem nobre e única se dá a conhecer do outro lado das veredas.
Voltaremos, com certeza, a quem tão bem nos recebeu! E não podemos deixar de recomendar o restaurante Tachinho da Té, onde cada prato era servido como um convite a regressar.
Até já Douro vinhateiro!
domingo, 9 de setembro de 2012
Gosto de ser professor... sou masoquista
Os professores - Ricardo Araújo PereiraNotícia criada em 2012-08-22 e lida 37634 vezes
Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino é (sem querer apontar dedos) dos professores. Só pode ser deles, aliás. Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam. O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos. Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores. Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida.
É evidente que a culpa é deles. E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita. Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores.
Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares.
O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria, tê-Ia-iam usado em proveito próprio. É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não.
A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento.
O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater. Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais -até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas.
Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão.
Antigamente, havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M. Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora o há os professores masoquistas, que são espancados por eles. Tomando sempre novas qualidades, este mundo.
Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano.
Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores. Um cigano em cada escola, é a minha proposta.
Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança.
Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo.
Ricardo Araújo Pereira in Opinião, Boca do Inferno, Revista Visão
terça-feira, 24 de julho de 2012
O verdadeiro estado da nossa "EDUCAÇÃO"...
Neste artigo do Público, do passado dia 23 de Julho, quatro colegas deram a cara e falaram das suas realidades enquanto professores.
Verdadeiramente dramático!
Mas igualmente dramático são os comentários produzidos à notícia / entrevista.
Uma vergonha sem fim.
Tirem as devidas conclusões...
Verdadeiramente dramático!
Mas igualmente dramático são os comentários produzidos à notícia / entrevista.
Uma vergonha sem fim.
Tirem as devidas conclusões...
Adormeceram professores e acordaram sem turmas
quarta-feira, 18 de julho de 2012
EuroGym 2012 - Coimbra
saltar livre como o vento
corpo sempre em movimento
nunca parar
nunca parar
sempre a pular
sempre a voar
Origamis by JM
Todos estes origamis são da autoria do meu filho mais novo, mestre Origami cá de casa. Começou desde muito cedo a revelar um interesse fora do comum por esta arte japonesa.
Já decorou muitas dezenas de construções, e executa-as com a perfeição que aqui fica demonstrada.
Se desejar, pode tentar aprender.
Deixo aqui o sítios de um dos "mestres" preferidos do meu filho.
Bom trabalho!
segunda-feira, 16 de julho de 2012
sábado, 14 de julho de 2012
LUNA PARQUE
fotos João Santos - 12 Julho 2012 - feira popular Coimbra
luzes cor som
a grande velocidade
rodopia o carrossel
na noite da cidade
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