segunda-feira, 2 de junho de 2008

4ª Mostra de Teatro escolar - Coimbra




Os meninos do 8ºE, em representação da Escola Eugénio de Castro, apresentaram de forma brilhante a peça "entrem, disse a avó", na quarta mostra de teatro escolar de Coimbra. Foi na passada terça-feira, dia 27 de Maio, pelas 16 horas, que os colegas do colégio São Teotónio assistiram à peça. É esse o espírito desta mostra de teatro. Mostrar e discutir, com os colegas das outras escolas, os trabalhos que fomos encenando e produzindo ao longo do ano lectivo, quer na disciplina de oficina de teatro, quer nos clubes de teatro das escolas.

Até para o ano, para a 5ª mostra de teatro...
B R A V O !!!!!!!!!
ver notícias aqui => NOTÍCIA

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Texto para os alunos do 8ºE

Aqui vos deixo a adaptação para texto dramático do conto de Possidónio Cachapa - "ENTREM, DISSE A AVÓ".


Façam a sua leitura pois vamos ter pouco tempo para o ensaiar antes da grande estreia mais para o final do mês ...
Até para a semana!

CLICA AQUI => "Entrem, disse a Avó"

terça-feira, 29 de abril de 2008

Lembrei-me, nestes tempos agitados que vivemos, desta Alegoria! Vá-se lá saber porquê.

Estas paredes já ardem de tanta sombra nelas projectada! (*)


Reprodução de documento publicado originalmente em http://www.terravista.pt/PortoSanto/1494/Il_re_ed.html

A Ilusão e a Realidade da Educação
Um estudo da Alegoria da Caverna de Platão (Livro VII da República)


Vitor Cardoso, 1997


Introdução

Escrita por Platão na sua fase da maturidade (Gomes, Pinharanda), A República é o maior dos seus diálogos, com excepção das Leis, e certamente o mais importante (McClintock, 1968), constituindo um dos marcos fundamentais do pensamento ocidental.

Platão começa este longo diálogo por discutir a questão da justiça, do que é e não justo, para a identificar com o bem. Justiça para Platão é, pois, fazer o bem. Mas como distinguir o bem do mal ? O que é justo do injusto ? A verdade da mentira ? O real das "sombras" ? Na discussão desta difícil problemática a visceral antipatia de Platão pelos sofistas quase se abate: ele acaba por reconhecer que os sofistas, em vez de corruptores do povo, são a própria imagem do cidadão comum (Jowett, 1901).

Se generalizadamente é assim, então parece não haver esperança. Mas ... talvez haja uma saída... pela educação!

Fig. 1 - A caverna de Platão (Soccio, 1995)

É na alegoria da caverna que Platão vai por um lado evidenciar as razões por que há tanta confusão acerca da questão da justiça - e de muitas outras coisas - e por outro justificar a necessidade da educação na criação de um novo cidadão, com o qual será possível construir um mundo melhor e mais justo: a República.

No texto que se segue vamos analisar esta alegoria com os "olhos de hoje", retirando-a do seu contexto na Grécia antiga de há 2.400 anos para a colocar na sociedade da informação. Veremos se passados mais de vinte e quatro séculos após a sua concepção, a obra de Platão continua "viva e com todo o tipo de relevâncias para a vida contemporânea" (McClintock, 1968).

Vamos correr vários riscos. Mal interpretar o que foi escrito somente para "acumular para si mesmo um tesouro de rememorações para a velhice" (1) é o primeiro.

Outro risco, pelo menos, é o de não compreendermos suficientemente o actual momento civilizacional. Ainda nos encontramos na fase em que as tremendas e fascinantes novas possibilidades da sociedade da informação nos "rebentam" mais vezes nas mãos do que nos alvos, ainda insuficientemente identificados.

A luz ao fundo da caverna

Platão resume nesta alegoria a sua visão de uma humanidade ignorante, prisioneira das sensações, do imediatismo e inconsciente da sua limitada perspectiva. Os raros privilegiados que conseguem escapar das amarras dessa "caverna", através de uma longa e difícil caminhada intelectual vão descobrindo outras dimensões mais completas e reais - primeiro os objectos e a fogueira - e bem lá no fim, já fora da caverna, encontrarão a verdadeira realidade, a origem e a explicação de tudo o que existe (2).

A concepção arquitectural e cénica da caverna apresentada no início do livro VII da República não é absolutamente consensual. Talvez devido às "nuances" das diferentes traduções do grego para as línguas vivas actuais, ou por outras razões, encontrámos algumas diferenças na "visualização" que alguns autores fazem da alegoria da caverna. A que nos pareceu particularmente "diferente" está publicada na mais conceituada tradução portuguesa da República de Platão, da Fundação Calouste Gulbenkian. A tradutora, na introdução que faz à obra (Pereira, Maria H. R, 1976), interpreta assim a cena:

"Homens algemados de pernas e pescoços desde a infância, numa caverna, e voltados contra a abertura da mesma, por onde entra a luz de uma fogueira acesa no exterior, não conhecem da realidade senão as sombras das figuras que passam, projectadas na parede, e os ecos das suas vozes."

Sublinhámos a parte da interpretação que nos parece menos sugestiva. Embora Platão nunca diga taxativamente que a fogueira está dentro da caverna, todo o diálogo assim o dá a entender. De resto não parece fazer muito sentido que uma fogueira acesa no exterior, iluminado pelo sol, possa projectar luz sobrepondo-se à daquele. Embora à primeira vista pareça um pormenor isso pode alterar alguns aspectos substanciais da análise.

A caverna é a metáfora para o nosso mundo físico: lá dentro estamos nós, a fogueira também e os outros objectos (fig.1). Platão não nega que haja alguma luz nas primeiras etapas da nossa "libertação", admite até que possamos vislumbrar alguns objectos reais à luz da fogueira. Mas para ele a verdadeira luz está no exterior, não é a luz vacilante da fogueira, mas a luz fulgurante do sol: é a sua metáfora para o mundo das ideias.

A ilusão e a realidade da Educação

A caverna de Platão, uma das mais fascinantes e assustadoras metáforas do pensamento ocidental, é, entre outros vectores possíveis de análise, uma visão alegórica sobre a educação e a libertação, mas também, em última análise, uma revelação do potencial de dominação e opressão que a educação pode ter sobre o ser humano.

Como os prisioneiros nem sequer podem ver o seu próprio corpo ou o das outras pessoas, inevitavelmente confundem as sombras e os ecos reflectidos na parede à sua frente com a própria realidade, pois não conhecem outra (3).

Que situação sem nexo, diremos nós. Como é que alguém pode ser tão estúpido e parvo que se deixe enganar por sombras numa parede? (4)

Ao seu interlocutor no diálogo, Gláucon, que lhe faz uma observação semelhante, Platão responde:

"Eles são como nós !"

A situação dos prisioneiros na caverna retrata, para Platão, precisamente a condição humana. Nós nascemos numa confortável escravatura de ignorância e é extremamente difícil, sem ajuda, tomar consciência dela e distinguir a realidade (a verdade) da ilusão. E vai mais longe, afirmando que a maioria de nós se sente tão confortável na sua vidinha ignorante que não quer sequer mudar.

Se alguém agarrar no prisioneiro, diz Platão, e o voltar para os próprios objectos, de que ele só conhece as sombras, sentirá dores no corpo muito tempo imobilizado e o deslumbramento das figuras em contraluz que o cega temporariamente impedi-lo-á de ver direito qualquer coisa, até as próprias sombras que até aí ele podia ver e eram a única coisa que tinha. Neste estado de confusão e ... martírio ele vai querer voltar à segurança das amarras e à simplicidade das sombras a que estava habituado.

Este desejo de regresso à escravidão da ignorância - esta resistência à mudança, diríamos hoje - é tão forte, afirma Platão, que o prisioneiro tem mesmo de ser arrastado à força para fora da caverna e para a verdadeira realidade. O sofrimento físico e a angústia são consideráveis, mas é a única maneira, diz Platão. Uma vez fora da caverna ele experimentará inicialmente os mesmos problemas de deslumbramento, mas pouco a pouco ir-se-á habituando à luz do dia e começará a ver as coisas à sua volta e a descobrir a verdadeira realidade. Com o tempo até o próprio sol será objecto da sua atenção e compreensão.

Embora esta odisseia do conhecimento não seja tarefa fácil, pensa Platão, ela faz parte do ser Homem. Todos desejamos o conforto e a segurança de um mundo simples com poucos problemas, de solução fácil, compreensiva, universalmente aceite e aparentemente correcta, como nesse "paraíso original" dos prisioneiros. Mas esta situação é ilusória e, se é paraíso, bem ... é o paraíso dos tolos!

A condição humana é inicialmente de auto-escravatura que as pessoas confundem com liberdade. Na alegoria as pessoas (os prisioneiros) pensam que são livres; pensam que compreendem o seu mundo. Nós que os observamos de fora podemos ver quão enganados estão, mas eles, para nosso espanto, agarram-se desesperadamente às suas amarras convencidos de que o que experimentam é a própria realidade.

A educação é, em Platão, um processo lento e doloroso em que se vão expondo as pessoas à verdade. O primeiro passo é o reconhecimento da natureza incompleta deste mundo de ilusões. No contexto das suas limitações iniciais os prisioneiros tinham uma forma de olhar para o mundo e, pelo menos para eles, esta forma de ver a realidade fazia sentido. Mas pouco a pouco, e na medida em que são libertados e levados a ver o mundo fora da caverna, com mais luz e com outra luz, vão percebendo que esta nova forma de ver tem ainda mais sentido. Tornam-se então seres mais conscientes do mundo que os rodeia.

Para Platão educação é liberdade. A experiência da educação liberta-nos da condição de ignorância (5). É uma das mensagens bonitas que Platão nos transmite com esta alegoria.

Há um outro lado mais negro, menos visível na alegoria: o potencial de dominação e opressão de umas pessoas por outras que a educação pode pretender legitimar. O prisioneiro, quando inicialmente é libertado, fica confuso e quer regressar à sua condição anterior, mas já não pode. É arrancado dali à força e arrastado até à luz do sol.

Quem teria interesse nisso ? Quem seria capaz, por força, persuasão ou influência de levar outros para fora da caverna ? Essa pessoa tinha de saber qual o caminho a seguir para os levar em direcção à luz. Subentendendo Platão, só podia (ou devia) ser um filósofo.

É a ideia do messias, com tudo o que tem de bom (terá ?) e de mau ! Todos os grandes iluminados têm em comum esse objectivo: querem educar o povo, levá-lo a ver a verdade, a sua verdade, à força se necessário. Até inventaram a educação obrigatória ! Nem os actuais regimes democráticos são excepção.

Os actuais sistemas educacionais estão , aparentemente, concebidos para que entremos cada um de nós, com a sua verdade e saiamos todos com a verdade do mestre (ou do sistema)!

Este potencial de dominação e opressão que a educação pode ter sobre o ser humano é uma crítica importante que podemos fazer ao platonismo. Mas será justo fazê-la ao próprio Platão ?

Pensamos que ele estava consciente desse problema e nos procurou alertar para ele:

"Educação não é o que alguns apregoam que ela é... introduzir ciência numa alma em que ela não existe, como se introduzissem a vista em olhos cegos."

Platão insiste que educar não é "impingir" ciência. É essencialmente a arte de motivar para aprender ("a arte desse desejo"), "dar-lhe os meios para isso"(5) e ser companheiro de percurso. Não é transformar a carne em salsichas, é motivá-la a transformar-se num organismo vivo, ele saberá depois ...encontrar o divino.

Estamos conscientes de que há alguns aspectos contraditórios nesta argumentação, mas pensamos que o próprio Platão não respeita aqui o princípio da não-contradição (é se calhar da própria natureza da educação não o respeitar). Nem sequer resiste a apresentar receitas sobre os conteúdos curriculares... mas pensamos que aqui o nosso comentário tem de ser tão circunstancial como o de um médico de hoje que analisa uma receita de Hipócrates para tratar uma determinada doença: esta receita já não se aplica!

NOTAS

1 - Fedro, pág. 129 edição da Galeria Panorama.

2 - Essa realidade é Deus. Para Platão o fim do caminho, verdadeiramente, nunca se atinge nesta existência terrestre, apenas se pode chegar muito perto e vislumbrá-lo. Só do outro lado, na morte, isso pode ser plenamente conseguido.

3 - Não deixa de ser interessante notar que a forma como Platão coloca a fogueira - num plano elevado e com um pequeno muro à frente - nos permite conjecturar que a luz nunca atinge os prisioneiros por trás, passando acima das suas cabeças. Este facto impede-os de verem a sua própria sombra reflectida na parede e a possibilidade de terem algum tipo de interactividade com ela que lhes permitiria estabelecer uma ponte entre a realidade e as sombras na parede.

4 - Não resistimos à ideia de referir os artistas mágicos, que sempre fascinaram as plateias com as suas realizações aparentemente impossíveis, levando por vezes as pessoas a acreditar que eles têm poderes sobrenaturais. Com as novas tecnologias a magia tornou-se uma verdadeira ciência das ilusões e a realidade virtual ... corre o risco de tornar o mundo num palco permanente de magia.

5 - Para Platão já nascemos com a sabedoria, apenas "vemos mal", por isso ignoramos que já a temos (é a teoria da reminiscência, uma questão controversa que não cabe no âmbito deste trabalho).

Referências

CAVE Overview (1996) - In


Gomes, Pinharanda - Nota bibliográfica à sua tradução do Fedro de Platão. Lisboa, Galeria Panorama.

Jowett, Benjamin (1901)- Introdução à República de Platão. New York: P. F. Collier & Son. The Colonial Press. In 1995 Institute for Learning Technologies - In

McClintock, Robert (1968) - Prefácio a "The theory of Education in the Republic of Plato" de R.L.Nettleship. Teachers College, Columbia University. In1995 ILT Digital Classics. In


Pereira, Maria H. R. (1976) - Introdução a "A República - Platão". Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian.

Platão - A República - Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian. Obra de onde foram retiradas as frases de Platão referidas no texto do presente estudo.

Platão - Fedro . Lisboa, Galeria Panorama.

Soccio, Douglas J.(1995), Archetypes of Wisdom, Belmont, Wadsworth Publishing Co. In Plato's Cave,


Obs.: Todas as páginas da Internet referidas foram consultadas em Janeiro de 1997

Agradecimentos

Embora a responsabilidade pelas eventuais gralhas ou incorrecções pertença exclusivamente a si próprio, o autor pretende registar o seu agradecimento às pessoas abaixo referidas:

o Ao Prof. Doutor. Joaquim Coelho Rosa da ESE João de Deus, pela inspiração deste trabalho.
o Ao Dr. Bartolomeu Valente, pela sua disponibilidade em ler a versão prévia deste texto
o À Drª Vitória G. Martins Cardoso, minha esposa, pela sua preciosa ajuda na correcção e estilo do texto.

Reprodução de documento publicado originalmente em http://www.terravista.pt/PortoSanto/1494/Il_re_ed.html (1978)

Actual source (2005): http://www.univ-ab.pt/~vcardoso

(*)foto do autor deste blog

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Pensar em voz alta...

E se, de repente, nós professores seguissemos os extraordinários exemplos que nos dão os nossos sábios governantes? Estaríamos seguramente todos com ALZHEIMER!!!
Deixo-vos estas palavras para meditar...

"E há poetas que são artistas
E trabalham nos seus versos
Como um carpinteiro nas tábuas!…

Que triste não saber florir!
Ter que pôr verso sobre verso, como quem constrói um muro
E ver se está bem, e tirar se não está!…
Quando a única casa artística é a Terra toda
Que varia e está sempre bem e é sempre a mesma.

(...)

Deste modo ou daquele modo,
Conforme calha ou não calha,
Podendo às vezes dizer o que penso,
E outras vezes dizendo-o mal e com misturas,
Vou escrevendo os meus versos sem querer,
Como se escrever não fosse uma coisa feita de gestos,
Como se escrever fosse uma coisa que me acontecesse
Como dar-me o sol de fora."

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Mas que Profissão é esta nossa??? Acordo??? MAS QUAL ACORDO?? ACORDEMOS MAS É POIS A CORDA JÁ VAI BEM APERTADA NO PESCOÇO DO NOSSO SISTEMA DE ENSINO



Já não é recente este artigo de Santiago Castilho sobre os tempos que vão varrendo com vagas de inóspita insensatez a Educação deste País. Este fim-de-semana ouvi-o com prazer numa entrevista dada na Sic Notícias sobre este "malfadado" acordo cozinhado, segundo as partes, em 7 horas de lume ora brando, ora mais forte....
Os outros, os "Grandes Sábios Conhecedores da Matéria em discussão" ( entenda-se escumalha pseudo-letrada ), deviam com a devida e merecida atenção, ler e ouvir as opiniões de Santiago. Bem-haja!
Aqui presto louvada e merecida homenagem por tudo o que tem escrito e opinado sobre as Políticas Educativas que estes nossos "Políticos" vão urdindo sem Roque nem Rei...

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Encontrei o BLOG de Possidónio Cachapa!


Por mais vidas que vivamos, algumas merecem que passemos a sua Alma pelas Almas de outras vidas. Este é apenas um caminho que vos deixo para conhecerem esta Alma Grande.
POSSIDÓNIO CACHAPA. A não esquecer de conhecer...

BLOG Prazer_Inculto

quinta-feira, 13 de março de 2008

Trabalhos dos meninos do 9ºE. Que lindos estão!

Diogo Marcelo
Carla Marina
Carla Marina
Ides
Diogo Lopes
Ricardo Guerra
Nuno Serôdio
Rafael
Ana Inês
Rhiannon Margolis

quinta-feira, 6 de março de 2008

Tabela para calcular a Progressão na carreira pelo novo ECD

Alguns colegas não sabem se vão passar de escalão pelo novo ECD até ao final deste ano lectivo, ou seja, se devem ser avaliados apenas por um ano lectivo ao invés dos dois preconizados no ECD.
Deixo aqui uma minha tentativa de ajuda para cálculo dos anos e do tempo de serviço necessários para saberem se estão incluidos naqueles que deveriam ser avaliados ainda este ano lectivo!

ESPERO COM TODA A CONFIANÇA QUE ESTA ABERRAÇÃO LEGISLATIVA TENHA O FIM QUE TODOS DESEJAMOS!

CLIQUE AQUI => http://spreadsheets.google.com/pub?key=pSGwlbKk5JSDb6fvSHK5VcA

domingo, 2 de março de 2008

O Estado da Educação

De muitas leituras online, encontrei num blog esta manifestação de opinião que acho de todo pertinente dar aqui a conhecer. A fotomontagem é também do mesmo blog.




"A semana passada foi com algum horror que tomei conhecimento da intenção de alterar os horários dos alunos do 1º, 2º e 3º ciclos, de forma a que passem a entrar na escola às 8.30h da manhã para saírem às 19.30h. São 11 horas de escola por dia o que dá uma coisa como 55 horas semanais de aulas.Quando coloquei aqui um post sobre o assunto, pareceu mais importante discutir-se se a posição expressa pelo sindicato, (não sei qual deles), era aquela que os professores defendiam, do que as funestas consequências da medida governamental.Durante esta semana coloquei esta questão a diversos colegas e amigos meus e a resposta mais frequente também teve pouco a ver com os nossos filhos e muito mais com a resolução dos seus problemas pessoais. Quase todos concordavam com a medida. Assim não têm de encontrar (e pagar) um OTL para colocar as crianças, estão melhor na escola do que na rua ou sozinhos em casa. Verdades, é certo, mas talvez seja olhar para o problema pelo lado errado. Primeiro porque é uma falsa solução, pois com a nova legislação laboral que para aí vem, nada nos garante que o patrão não nos faça ficar a trabalhar até às horas que ele desejar, mas a principal razão tem de ser as crianças, os nossos filhos. Eles são o mais importante mas parece que são esquecidos neste assunto. Não sou psicólogo, médico, pedagogo, professor nem engenheiro de nada, mas consigo entender que fechar crianças num local durante 11 horas, com regras, disciplina, vigiados por seguranças e câmaras de televisão, sem espaço para fazer aquilo que é natural na sua idade, brincar, correr, serem crianças, não é bom para um desenvolvimento saudável. Que tipo de homens, estaremos a criar com este tipo de educação? Como podemos nós pais aceitar, por falta de tempo, retirar-nos da educação dos nossos filhos? Quando poderemos conversar com os nossos filhos, transmitir-lhes os nossos valores, os princípios de vida, a nossa cultura, a história da família e a sua vivência? Não é isso fundamental no desenvolvimento saudável de uma criança? Admiram-se depois que quando crescem não tenham quaisquer laços familiares fortes e acabem a despejar os seus “velhos” num qualquer asilo.Está tudo errado e é grave que nós pais aceitemos isso pacificamente. A solução que nos oferecem para o problema é errada e perigosa. Temos de colocar as crianças como o eixo principal da solução e não a produtividade e a competitividade das empresas, como está a ser feito. Sei que o Clube de Bilderberg defende que seja o Estado a tratar da educação das crianças e a sua separação da instituição familia,r mas isso não torna obrigatório que lhes façamos a vontade. Quem tem filhos em idade escolar deveria poder estar à porta da escola à hora da sua saída. A lei deveria dar-lhes esse direito e nós devíamos exigi-lo, afinal é dos nossos filhos e do seu futuro que estamos a falar."

mais uma para pensar...

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Nova forma de Apresentar os Sumários das disciplinas no Blog

Resolvi alterar a forma como os sumários vão passar a ser apresentados. Desta forma não é de estranhar que estes não mais venham aqui a ser apresentados como mensagens, mas sim em local próprio para esse efeito.


Pareceu-me excessivo e cansativo que este meu blog se estivesse a transformar numa espécie de livro de ponto... coisa que nunca desejei, bem longe disso.



De agora em diante vou passar a ter mais "apontamentos literários" ou outras relevantes questões, pedagógicas e não só, que considere pertinentes para todos vós.

E para começar, sente-se que este mal estar geral que lenta e primorosamente os nossos dirigentes políticos fizeram questão em ir "injectando" no sistema, se apoderou da nossa classe profissional. Está agora a dar sinais de início de fervura com muito vapor, vapor esse que não irá permanecer dentro das paredes redondas da panela por muito tempo mais, e a tampa já começa a enferrujar de tanto tempo que tem estado a aguentar sem saltar.


domingo, 10 de fevereiro de 2008

Apenas Tijolos... Alunos e Professores... no Enorme Muro Social.

Tutela da Educação recua na Avaliação de Professores

O ME deixa cair a exigência absurda do cumprimento dos prazos intermédios de avaliação dos professores. Para ler a notícia da Lusa [aqui] ou [aqui - Expresso].

Vale a pena também espreitar o Público de hoje (10.02.2008) – “Ministério da Educação alarga margem de manobra para a avaliação de professores”, por Bárbara Simões.


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